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Ricardo Takamura

Como ajustar o foco manual para fotografar estrelas

O foco automático nem sempre é preciso quando você pretende fotografar estrelas, é muito comum apontar a câmera para alguma luz muito distante, ou tentar iluminar algum objeto distante com a lanterna e focar neste objeto.

Mesmo focando nas luzes das cidades a sua câmera não consegue um foco muito preciso durante a noite, principalmente se você estiver trabalhando com aberturas muito grandes com 2.8.

Então como eu faço o foco?

Fazendo o foco através do live view da sua câmera

A primeira coisa que você precisa fazer antes de começar a tentar focar a sua câmera de modo manual, é ajustar o foco da sua lente para o mais próximo do infinito o possível. Algumas lentes tem um mostrador que indica o ponto de foco, aqui é muito simples, é só você ajustar o foco da lente na linha do infinito.

Se a sua lente não tem o ajuste do infinito, você pode fazer esse ajuste mais grosso no modo tradicional, iluminando algum objeto distante com uma lanterna, ou apontando a sua câmera em uma luz muito distante como a luz de alguma pequena casa ou cidade ao longe com o foco no automático.

Após esse ajuste, coloque o foco da sua câmera no modo manual.

 

Colocando o foco manual na sua Nikon

 

Na Nikon é só você girar uma pequena alavanca que fica no corpo da câmera ao lado da lente.

 

Colocando o foco manual na sua Canon

 

Na Canon a alavanca do foco manual fica na lente.

Após ajustar o foco mais próximo do infinito, e colocar a sua câmera no modo de foco manual, agora você vai procurar pela estrela mais brilhante no céu, configure um ISO bem alto (1600, 3200, 6400), a sua lente na abertura mais clara (2.8, 3.5, 4.00) e um tempo de exposição bem longo (30 segundos)

Quanto mais alto o ISO, maior a abertura e maior o tempo de exposição, mais fácil vai ser encontrar essa estrela no céu.

Configurada a câmera, ative o Live View dela para você poder visualizar as estrelas através do visor da câmera, você vai precisar ver por ali para fazer o ajuste fino, já que a estrela fica muito pequena na sua tela.

 

Ativando o Live View na Nikon

 

Para ativar o live view da Nikon, é só você procurar por este botão e clicar em Lv.

 

Ativando o Live View na Canon

 

Para ativar o live view da Canon, é só você procurar por este botão e clicar em Start.

 

Fazendo o ajuste fino do seu foco

 

Depois de ajustar as configurações da sua câmera (ISO, abertura e tempo de exposição), fazer um pré ajuste no foco, e ativar o Live View. Com a sua câmera montada no seu tripé, aponte para a estrela mais brilhante no céu. Você deve ver ela no visor agora com um ponto levemente borrado.

Você irá ver alguma coisa assim.

Agora para fazer o ajuste fino, vamos precisar centralizar essa estrela mais brilhante bem no meio do visor da câmera, e depois ir no botão de lupa da sua câmera e ampliar até 10x

Agora é só clicar nessa lupa 3 vezes seguidas, tentando sempre manter a estrela brilhante no centro da tela

Quando o painel lateral que está em destaque na foto acima indicar 10x, você está pronto para fazer o ajuste fino do seu foco, neste momento você precisa estar visualizando a estrela bem ali no centro da sua imagem.

 

Importante

 

Lembre se, quando você usar o botão de lupa para dar zoom, você está fazendo um zoom digital, nunca faça o ajuste do zoom pelo anel de zoom da sua lente, procure deixar a lente na posição em que você quer fotografar, geralmente deixamos ela no ponto mais aberto 14mm, 18mm, 24mm.. etc

Agora voltamos para a tela do live view.

Você vai ver alguma coisa próxima a isso, e agora é só ir no anel de foco da sua lente e ir ajustando (cuidado para não confundir com o anel de zoom), você precisa transformar este ponto que você está vendo no menor ponto possível, quanto menor o ponto, mais focado está a sua câmera.

Agora faça uma fotografia teste, e depois confira ela para ver se está focado, para conferir é só ir ver a fotografia na sua câmera, e ir no zoom digital mais uma vez até 10x para ver se está tudo no foco.

Lembre-se, nunca mexa no anel de zoom da sua lente, se estiver tudo no foco e você mudar o zoom da sua lente, você vai precisar repetir todos estes passos novamente.

Se você conferir a sua fotografia, der o zoom digital e ver que está tudo focado perfeitamente, você pode usar uma fita para travar o foco da sua lente para evitar que ele saia do foco novamente.

Lembre se de conferir de tempos em tempos se a sua câmera não perdeu o foco, mesmo usando a fita, agora você pode procurar um enquadramento perfeito para a sua fotografia, e não esqueça de ajustar as configurações da sua câmera agora para a fotografia que você quiser fazer.

 

Resumo

 

  1. Ajustar o foco da sua lente o mais próximo do infito o possível
  2. Configurar a sua câmera com um ISO bem alto, abertura clara e tempo de exposição de 30 segundos
  3. Colocar a câmera no tripé e apontar para a estrela mais brilhante
  4. Abrir o live view e alinhar esta estrela bem no centro do seu visor
  5. Ampliar atráves da lupa para 10x
  6. Ajustar o anel de foco até que a estrela vire o menor ponto possível
  7. Fazer uma fotografia de teste e conferir para ver se está no foco
  8. Travar o anel de foco com uma fita
  9. Ajustar as configurações da sua câmera para a fotografia que você quer fazer
  10. Lembre se de comprar uma lanterna com luz vermelha, a luz vermelha ajuda a iluminar o seu equipamento sem ofuscar você

 

Comprando uma lanterna de cabeça com luz vermelha

 

Na Decathlon você encontra várias opções de lanterna de cabeça com qualidade e preço relativamente acessível.

Na hora de comprar uma lanterna de cabeça, procure comprar uma que não seja recarregável, e use pilhas do tipo palito AAA, as vezes a pilha acaba durante uma trilha e você não tem onde recarregar, mas é fácil carregar pilhas sobressalentes ou achar uma a venda.

Procure uma lanterna de marca confiável e que não te deixe na mão em um momento crucial, com uma boa capacidade de iluminação, e que tenha uma luz vermelha.

E claro sempre leve pilhas sobressalentes.

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Como começar a colecionar NFT’s

Afinal, o que é um NFT?

Este é um tutorial para quem está completamente perdido mas quer entrar no mercado de colecionismo de NFT’s

NFT é uma sigla para Non Fungible Token.

Simplificando um token é um código de computador que serve para autenticar um arquivo, um tipo muito conhecido de token é a criptomoeda Bitcoin, que é um exemplo de Token Fungível, a palavra fungível significa que um Bitcoin pode ser trocado por outro Bitcoin sem alterar o valor, como uma moeda qualquer.

O token não fungível não pode ser trocado por outro igual a ele, ele tem propriedades únicas e por isso é usado para autenticar uma arte digital, assim quando você compra um NFT, você está basicamente comprando uma espécie de contrato ou um certificado de autenticidade digital, que vem junto ao arquivo da arte garantindo a autenticidade dela.

Um bom exemplo para entender o que é um NFT, nos Estados Unidos uma pessoa transformou a casa dele em um NFT, e depois colocou este NFT para vender, quem comprou o NFT, comprou a casa também, e o código NFT neste caso acabou servindo como uma escritura da casa.

O primeiro post do Twitter também foi vendido, mas se ele não acompanha o arquivo da arte, já que ele é um post e está ali na conta pessoal da pessoa que criou o Twitter para sempre, o que a pessoa comprou? A pessoa comprou um contrato na forma de um código de computador que autentica que ele é o proprietário desse post.

A mesma coisa vale para a arte, basicamente quando compramos um NFT estamos comprando um JPG, e o NFT é uma espécie de contrato que autentica que você é o proprietário deste JPG. E antes de comprar é muito importante pesquisar bastante, tem alguns projetos que são feitos puramente para serem vendidos como NFT, e tem outros que são vendidos em edições em suportes diferentes, então você pode comprar um NFT de uma obra que já foi vendida em tiragem limitada como uma obra física, impressa e emoldurada. Isso não tira o valor do NFT, é como se você estivesse comprando o arquivo original daquela obra de arte.

Existem projetos que são puramente NFT, sem cópias impressas, e outros mais complexos, por exemplo o artista Damien Hirst lançou recentemente o “The Currency” uma coleção de NFT’s que tem uma versão original física, você compra o NFT e depois de um tempo você pode trocar o NFT pela versão física, se você não quiser trocar pela versão física, ele vai destruir a obra física e assim somente o NFT ou somente a obra física vão existir, nunca as duas.

A fotógrafa Cath Simard lançou recentemente para venda um NFT chamado Free Hawaíi, de uma obra dela que estava sendo usada em vários lugares do mundo, o NFT foi mintado com uma licenca Creative Commons, ou seja a pessoa que comprou o NFT iria liberar essa obra para uso pelo mundo todo. Qual o sentido de ter uma obra cujo o NFT é seu, mas ela pode ser usada por qualquer um? A história e a ação de liberar a obra para o mundo aqui foi mais importante do que a propriedade da obra.  

Opa estou falando em mintar, mas o que é isso? Mintar é o ato de criar o NFT em alguma plataforma (Pode ser um marketplace, ou até mesmo no próprio site do artista através de um smart contract)

Depois que a pessoa minta o NFT, ela pode listar ela para venda, são duas ações separadas, primeiro o artista cria o NFT, e depois coloca ela para venda em alguma plataforma, então você vai começar a ler muito estes dois termos “Mint” e “List”.

Vou falar sobre alguns destes marketplaces mais abaixo, mas antes de falar sobre eles, seria legal conhecer um pouco sobre as edições, alguns trabalhos são vendidos em tiragem limitada, que é muito usado na fotografia, em tiragens de 10.. 100.. e isso acaba impactando no preço que fica muito mais acessível, mas ao mesmo tempo a obra acaba perdendo um pouco do seu valor e exclusividade, como falei antes, o NFT acaba sendo o original de uma obra que foi vendida em tiragens limitadas físicas, e os colecionadores tem um pouco de receio de comprar um NFT com uma tiragem maior do que 1/1, é como se estivessem dividindo a propriedade daquele NFT com outras pessoas.

Mas é muito comum que os artistas criem obras com tiragem 1/1 e façam algumas versões mais acessíveis com tiragem maiores para que mais pessoas que gostam do trabalho deles possam comprar, e assim acabam sendo acessíveis para todos.

Entendendo sobre as criptomoedas

Para comprar um NFT, primeiro você precisa entender um pouco sobre criptomoedas, a criptomoeda mais conhecida, o Bitcoin não é usado para a venda de NFT’s, porque os NFT’s são cunhados dentro da rede destas criptomoedas, então quando você minta, lista ou vende um NFT, todas estas ações são escritas dentro da rede, e ficam lá para sempre, e é isso que acaba garantindo que ele é teu, ele vai ficar escrito ali para sempre dentro da rede. 

Para cada ação destas, existe um grupo de pessoas e empresas que são chamados de mineradores, que ajudam a escrever estas ações dentro da rede, e isso tem um custo que é cobrado por eles. São vários mineradores envolvidos em uma ação, um deles recebe a ação, e outros dois precisam confirmar que isto aconteceu, e só depois finalmente ele é escrito dentro da rede. Como o Bitcoin é muito usado, e estas ações seriam muito caras, acabou se usando a rede Ethereum que é a segunda criptomoeda mais utilizada como base para a maiorias dos NFT’s, eu falo maioria porque existem NFT’s dentro da rede Tezos e Polygon que são muito mais baratos porque tem um custo muito menor ou até mesmo não tem custos.

Mint, List, compras e taxas

Então fique atendo que tal como quando um artista minta, ou lista uma obra, ele precisa pagar uma taxa chamada gás para estes mineradores, quando você compra uma obra, você também precisa pagar uma taxa para os mineradores, e essa taxa varia de acordo com a quantidade de pessoas que estão usando a rede naquele momento. Os melhores dias para comprar uma obra são nos finais de semana quando poucas pessoas estão usando a rede e as taxas acabam caindo.

Aqui você pode conferir as taxas dos maiores marketplaces

Mas então porque grande parte das pessoas ainda usam a rede Ethereum? Porque ela acabou sendo mais valorizada, na hora de revender, a sua arte tem um valor de revenda maior porque os próprios colecionadores valorizam mais a rede. Mas se você quer começar a colecionar gastando pouco, seria muito legal pesquisar um pouco sobre as artes vendidas na rede Tezos.

Intermediadores

Basicamente, para você começar a colecionar NFT’s, primeiro você precisa converter o que você quer gastar em Ethereum, ou Tezos por exemplo. Para isso você precisa encontrar uma intermediadora, eu uso a Binance e a NovaDax, eu recomendo a NovaDax é brasileira e tem uma das melhores taxas para transferir o seu dinheiro.

Clique aqui para abrir uma conta na Novadax

 

Clique aqui para abrir uma conta na Binance

Depois de abrir a sua conta e converter o que você quer investir em arte em Ethereum (na rede Polygon você usa o Ethereum também), você precisa transferir o seu dinheiro para uma carteira, eu uso a Metamask que é uma das carteiras mais usadas, e é nessa hora que as taxas baixas da NovaDax são importantes, porque cada vez que você transfere o seu dinheiro para algum local, é cobrada uma taxa.

Afinal, o que é um NFT?

Para fazer o download do plugin é só acessar o site abaixo:

https://metamask.io/

Você vai ver esta janela:

 

Clique em Download Now, logo vai abrir uma outra janela:

 

Dependendo do browser você vai ter opções diferentes aí em cima (Chrome, Edge e Brave) usam a loja do Chrome para baixar o Metamask, a única que não usa a loja do Chrome é o Firefox.

Dependendo do browser que você estiver usando (Edge e Brave), pode ser que apareça ali em cima a opção “Allow extensions from other stores”, clique nela e aceite para poder instalar o Metamask.

Logo em seguida você vai ver a tela abaixo, com a opção Instalar no Google Chrome (ou Brave, Edge, Firefox), clique nela e pronto, o Metamask vai ser baixado e em seguida instalado.

 

Configurando o metamask

Geralmente a próxima tela abre automaticamente depois de você instalar o Metamask, se não abrir é só clicar na raposa no canto direito superior do seu browser. 

Você verá uma tela de configuração do Metamask, primeiro você vai precisar colocar uma senha de sua preferência.

Depois que você colocar a sua senha, ele vai te dar uma frase de segurança que é super importante, tire uma foto com o celular dessa frase porque você vai precisar logo em seguida.

IMPORTANTE: Se você pretende usar o Metamask, comprar ou vender NFT ou Ethereum pelo Metamask, você precisa guardar essa chave com muito cuidado, tire um print, salve, ou imprima e guarde em um local seguro junto com as suas outras senhas. Sem ela você não vai conseguir acessar a sua carteira no futuro.

É importante lembrar que o Metamask não é a única carteira digital que existe, você pode usar outros intermediadores para comprar Ethereum no futuro, ou qualquer outra criptomoeda como o Bitcoin, mas ela é a única carteira aceita atualmente na maior parte das “galerias” que vendem NFT.

Em seguida ele vai pedir para você montar uma frase com estas palavras, é um processo bem simples e depois disto a sua conta já vai estar criada, lembre-se você não precisa adicionar nenhum dado pessoal, dinheiro, cartão de crédito nem nada, a não ser que você queira comprar Ethereum.

Agora é só criar a sua conta na Foundation.app

 

Marketplaces

 

Com o Metamask instalado, você pode usar ele para acessar os Marketplaces, vou falar bem rápido sobre alguns destes marketplaces agora. Uma coisa muito importante, é interessante pensar em transferir o seu dinheiro para o Metamask somente quando for usar ele, se você quiser guardar Ethereum ou qualquer outra criptomoeda, deixe ele na Binance ou na NovaDax por motivo de segurança, lembre se que cada vez que você transferir o dinheiro para o Metamask, você paga uma taxa, então se você estiver pensando em comprar uma ou duas obras em pouco tempo, já transfira Ethereums suficientes para as duas compra mais as taxas.

Cuidado com Marketplaces falsos ou suspeitos, ou pessoas que te enviam links suspeitos oferecendo dinheiro ou qualquer outra coisa que você não pediu, cuidado com arquivos que o pessoal envia para você também, nunca abra qualquer um deles porque você pode ter a sua conta do MetaMask hackeada, e a frase semente, nunca guarde ela no computador, é legal você anotar ela em algum local fora do computador, existem sorteios autênticos de obras autênticas, eu mesmo participo de muitos e ganhei muita coisa bacana já, mas sempre dos artistas que eu sigo, o twitter é uma boa plataforma para acompanhar o trabalho deles e estes sorteios.

Foundation

Foundation.app é um dos marketplaces mais renomados no mercado. As obras vendidos por lá tem tiragem limitada em 1/1 e costumam ter um valor maior do que em outros marketplaces, mas como ele funciona com um processo de autocuradoria, tem muitos artistas, muitos com trabalhos com valores menores e outros mais conhecidos com um valor mais alto.

Opensea

O OpenSea tem custos menores na hora de comprar e vender a arte, e até mesmo para os artistas na hora de mintar e listar, então você pode encontrar obras por lá com preços mais acessíveis, e principalmente em tiragens maiores que 1/1. É interessante também procurar por coleções por lá, que são equivalente ao que temos aqui de séries sobre o mesmo tema.


SuperRare

 

A plataforma mais conhecida e renomada é a SuperRare, por lá somente artistas convidados que passam por um processo de curadoria entram, e você pode encontrar obras em tiragens limitadas de 1/1 ou em edições maiores também. O custo das obras por lá tem uma tendência a ser mais altas devido ao processo de curadoria que eles fazem.

Outros marketplaces

Ainda entre as plataformas mais conhecidas temos as plataformas Rarible, que hoje trabalha também com artes vendidas em Tezos, e a Makersplace que também tem um processo de curadoria interessante.

Lembre se do que falei sobre segurança, muito cuidado na hora de abrir links não solicitados ou acessar marketplaces suspeitos com o seu Metamask, sempre que você entra em um Marketplace ele pede para você logar com o Metamask e você precisa assinar a sua entrada nele, se você fizer isso em um marketplace suspeito ou em qualquer outro link estranho, você está dando o acesso a esse local suspeito a sua carteira. 

Pense na sua carteira como o seu cartão de crédito, mas que você precisa usar ele até mesmo para acessar alguns marketplaces sem gastar nada, então não use ele em qualquer lugar!

Siga o meu trabalho no twitter! Ficou com dúvida? Me mande por lá que eu quero ir atualizando esse post com o tempo!

https://twitter.com/ricardotakamura

Chamada para exposição fotográfica virtual “Longas Noites”

Exposição fotográfica exclusiva  para ex-alunos dos nossos workshops de fotografia e companheiros de viagens em nossas expedições, são elegíveis para participar desta exposição:

  • Alunos dos workshops de fotografia noturna
  • Alunos dos cursos de fotografia de tempestade
  • Aluno dos cursos de light painting
  • Aqueles que fizeram parte de qualquer uma de nossas expedições fotográficas

 

Tema da exposição

“Longas noites”

Fotografias realizadas durante a pandemia (a partir de 24 de Março de 2020), são válidas qualquer tipo de fotografia, selfie, lightpainting, fotografias feitas da janela da sua casa, dentro da sua casa, ou até mesmo na sua cidade ou a caminho do seu trabalho, esta não é uma exposição exclusiva de fotografias noturnas, então serão consideradas válidas tanto fotografias feitas durante o dia quanto a noite.

Para não incentivar a exposição ao risco, não são válidas fotografias feitas ao longo de uma viagem, a não ser que a viagem tenha ocorrido para trabalho.

Serão selecionadas 30 fotografias que irão compor uma exposição virtual com duração de 30 dias, e será acessível preferencialmente através de um computador.

O tema da exposição será “Longas noites”, onde vamos falar sobre a construção da passagem do tempo de uma forma poética ao longo da pandemia. 

Vamos fazer uma experiência e colocar uma projeção com vários vídeos de curta duração em sequência, então se alguém quiser enviar um vídeo curto com até 30 segundos de duração ao invés de uma fotografia, também vale! 

Como participar?

Selecionar 3 fotografias que mais se aproximam do tema, você pode enviar dípticos e trípticos também (cada dítpico e tríptico irá contar como uma fotografia), e enviar através de plataformas de transferência de arquivos como o WeTranfer ou Dropbox para o e-mail: equipe@ricardotakamura.com

As fotos precisam ter no máximo 1000 pixels no lado maior, e nomeadas da seguinte forma:

nomedofotografo_titulodafotografia.jpg

Será feita uma curadoria, com a participação de um ou mais fotógrafos convidados, que irá selecionar as 30 fotografias que mais se enquadram em uma linha narrativa dentro do tema proposto.

Serão aceitas inscrições enviadas até as 23.59 do dia 31 de Maio de 2021, a exposição terá início no dia 15 de Junho de 2021 e término no dia 15 de Julho de 2021.

A taxa de inscrição é voluntária (não obrigatória), será de R$ 10,00 a ser paga para as seguintes instituições, conforme a sua escolha;

#PFFparatodos do Projeto EPI

#comidaePFF do Qual Máscara? (campanha pausada momentaneamente)

Não é necessário enviar o comprovante de pagamento!

 

Datas

  • Quarta feira – 5 de Maio as 19.00 – Encontro para conversar sobre a exposição
  • Segunda feira – 10 de Maio as 19.00 – Encontro para pré-seleção das fotografias
  • Segunda feira – 17 de Maio as 19.00 – a definir
  • 31 de Maio – Data limite para envio das fotografias
  • 12 de Junho – Resultado da seleção
  • 15 de Junho – Abertura da exposição

Regras

  1. As fotografias devem ter sido realizadas durante a pandemia (a partir do dia 24 de Março).
  2. Serão aceitos qualquer tipo de fotografia e vídeo, sendo permitido qualquer tipo de edição, incluindo panorâmica, empilhamento, sobreposição de imagens, colagem, montagem com adição, remoção ou substituição de elementos e outros.
  3. Os vídeos devem ter no máximo 30 segundos de duração.
  4. Ao enviar as suas imagens o autor da obra assume, particular, pessoal e exclusivamente, toda e qualquer responsabilidade, civil e/ou criminal, relacionada com pessoas, animais e/ou objetos retratados em suas obras inscritas, decorrentes da concepção, criação ou divulgação da imagem inscrita, excluindo de tais responsabilidades os organizadores da exposição, patrocinadores e qualquer órgão de imprensa ou de divulgação.
  5. Os autores, ao se inscreverem para a exposição, autorizam expressamente e de forma gratuita aos organizadores, o uso de sua imagem na exposição e em publicações dos organizadores, órgãos de imprensa, ou qualquer outro meios de divulgação, tanto em meios digitais como impressos, desde que o seu uso seja exclusivamente direcionado para a divulgação e promoção da exposição.
  6. Os autores das imagens utilizadas na exposição, divulgação e promoção terão os seus créditos em cada imagem utilizada.
  7. A organização da exposição não se responsabiliza por problemas técnicos que impeçam que as fotografias sejam visualizadas corretamente.
  8. Todos os arquivos serão apagados após o término da exposição.
  9. Os direitos autorais e todos os outros direitos sobre a imagem pertencem ao fotógrafo, qualquer imagem utilizada pelos organizadores da exposição ou veículos de mídia impressa ou digital, devem conter o crédito ao autor da fotografia.

Como votar no Foundation.app

O que é um NFT?

Importante: O upvote da Foundation não tem funcionado ultimamente, você ainda consegue criar a sua conta e se cadastrar para o upvote e receber votos, mas já tem um tempo que não temos visto ninguém entrando por votos por lá! A lista dos top 50 que eram aceitos semanalmente não está mais aparecendo, e nem mesmo a sua posição no ranking geral. Por enquanto só temos visto pessoas conseguindo entrar por meio de convite.

Atualização 04 de Junho de 2021 – O upvote voltou a funcionar e algumas pessoas entraram pelo sistema de votação, porém o ranking com os top 50 e a sua posição no upvote continua não aparecendo. 

Atualização 29 de Dezembro de 2021 – O upvote continua a funcionar mas você não enxerga a quantidade de votos que tem, o melhor jeito para entrar na Foundation agora é realmente através de convites, os convites estão mais raros mas muitas pessoas ainda tem eles para distribuir, o importante para você que está começando agora é pensar em desenvolver uma rede de contatos na comunidade, especialmente no twitter. Muitas pessoas distribuem convites por lá por um sistema de curadoria, é só entrar no twitter e buscar por invite + foundation que você vai encontrar vários posts sobre isso, mostre um pouco do seu trabalho e se a pessoa gostar você pode acabar ganhando um convite. 

O twitter é essencial para você que está querendo entrar neste mercado, você precisa entender o senso de comunidade e criar contatos, então antes de pensar em mintar ou listar uma peça sua, trabalhe ele, encontre pessoas que se identificam com o seu trabalho, vou fazer um post falando sobre isso em breve! Pesquisem sobre a opensea também, que é um espaço interessante para quem está começando, com custos menores para colocar o seu trabalho!

Se quiserem vocês podem me seguir por lá também

https://twitter.com/ricardotakamura

 

Se você está por aqui porque está pensando em colecionar NFTs, dá uma conferida nesse tópico:

https://www.ricardotakamura.com.br/como-comecar-a-colecionar-nfts/

 

Agora finalmente vamos falar sobre o upvote

 

Antes de ensinar a vocês a votar no Foundation.app, seria legal entender um pouco sobre o que é um NFT (Non Fungible Token).

Simplificando um token é um código de computador que serve para autenticar um arquivo, um tipo muito conhecido de token é a criptomoeda Bitcoin, que é um exemplo de Token Fungível, a palavra fungível significa que um Bitcoin pode ser trocado por outro Bitcoin sem alterar o valor, como uma moeda qualquer.

O token não fungível não pode ser trocado por outro igual a ele, ele tem propriedades únicas e por isso é usado para autenticar uma arte digital, e é vendido junto ao arquivo da arte garantindo a autenticidade dela.

A Foundation.app é uma das “galerias” que vendem este tipo de arte, temos várias delas no mercado atualmente como a OpenSea e a Rarible que não tem curadoria, e algumas curadas como a Foundation, Nifty Gateway dentre outras. 

Mas a única que tem um sistema de autocuradoria é a Foundation.app, lá podemos ser aceitos através de um sistema de votação entre os próprios membros da comunidade e pessoas que apoiam os artistas, e a cada semana os 50 mais votados são aceitos.

É por isto que precisamos tanto do seu voto, e vou ensinar a vocês a como votarem na Foundation.app

O que eu preciso para criar uma conta na Foundation.app?

1 – Uma conta no Twitter

2 – Uma conta no Metamask

3 – Um computador, infelizmente o site ainda não aceita acessos por dispositivos móveis, então você precisa estar em um computador para poder criar uma conta na Foundation.app

4 – Um browser Chrome, Edge, Firefox ou Brave

O que é o Metamask?

O Metamask é uma carteira digital de criptomoedas, ele é instalado no seu browser na forma de um plugin, então quando você acessar o site do Metamask, ele vai te pedir para fazer um download de um plugin.

Mas não se preocupe que não tem perigo nenhum, ele é o software que vai adiministrar a sua carteira digital, mas você não precisa adicionar dinheiro nele, nem colocar nenhum dado seu ou número de cartão de crédito.

A sua carteira digital no Metamask é baseada em uma criptomoeda chamada Ethereum, o NFT usa um token baseado nesta moeda, e por isto que você só pode comprar e vender um NFT em Ethereum. 

Ethereum já é a segunda maior criptomoeda do mundo, atrás somente do Bitcoin. 

Como instalar o Metamask?

Para fazer o download do plugin é só acessar o site abaixo:

https://metamask.io/

Você vai ver esta janela:

 

Clique em Download Now, logo vai abrir uma outra janela:

 

Dependendo do browser você vai ter opções diferentes aí em cima (Chrome, Edge e Brave) usam a loja do Chrome para baixar o Metamask, a única que não usa a loja do Chrome é o Firefox.

Dependendo do browser que você estiver usando (Edge e Brave), pode ser que apareça ali em cima a opção “Allow extensions from other stores”, clique nela e aceite para poder instalar o Metamask.

Logo em seguida você vai ver a tela abaixo, com a opção Instalar no Google Chrome (ou Brave, Edge, Firefox), clique nela e pronto, o Metamask vai ser baixado e em seguida instalado.


Como configurar o Metamask?

Geralmente a próxima tela abre automaticamente depois de você instalar o Metamask, se não abrir é só clicar na raposa no canto direito superior do seu browser. 

Você verá uma tela de configuração do Metamask, primeiro você vai precisar colocar uma senha de sua preferência.

Depois que você colocar a sua senha, ele vai te dar uma frase de segurança que é super importante, tire uma foto com o celular dessa frase porque você vai precisar logo em seguida.

IMPORTANTE: Se você pretende usar o Metamask, comprar ou vender NFT ou Ethereum pelo Metamask, você precisa guardar essa chave com muito cuidado, tire um print, salve, ou imprima e guarde em um local seguro junto com as suas outras senhas. Sem ela você não vai conseguir acessar a sua carteira no futuro.

É importante lembrar que o Metamask não é a única carteira digital que existe, você pode usar outros intermediadores para comprar Ethereum no futuro, ou qualquer outra criptomoeda como o Bitcoin, mas ela é a única carteira aceita atualmente na maior parte das “galerias” que vendem NFT.

Em seguida ele vai pedir para você montar uma frase com estas palavras, é um processo bem simples e depois disto a sua conta já vai estar criada, lembre-se você não precisa adicionar nenhum dado pessoal, dinheiro, cartão de crédito nem nada, a não ser que você queira comprar Ethereum.

Agora é só criar a sua conta na Foundation.app


Como criar uma conta na Foundation.app?

Antes de criar a sua conta na Foundation.app, feche a abra o seu browser novamente para ativar o Metamask, em seguida acesse o link abaixo:

https://foundation.app/

Você vai ver esta tela, em seguida é só clicar em Connect Wallet

Em seguida é só clicar em Metamask, e ele vai abrir automaticamente o Metamask para você, em seguida é só colocar a sua senha e clicar em assinar.


Junte se a comunidade de upvote

Pronto a sua conta no Metamask já está criada, agora é só você se juntar a comunidade de upvote, para isto é só clicar ali em Create.

Você vai ver esta tela logo em seguida, clique View the Community Upvote

Agora é só clicar em Join, ele vai abrir uma tela de autenticação no Twitter, é um procedimento bem simples para verificar se você é uma pessoa de verdade. Infelizmente eu não tenho mais acesso a esta tela, mas é bem simples, você só precisa clicar em Post to Twitter.

Em seguida é só você ir no seu Twitter e copiar o link da sua postagem, para isto é só clicar na setinha indicada em vermelho e selecionar a opção “copiar link”.

Depois é só colar o link na página de autenticação do Twitter do Foundation.app

Pronto, agora a sua conta já está criada, criei este passo a passo porque não é um processo muito simples, mas o seu voto pode ajudar muita gente que quer entrar no mercado de cripto arte. 

Em seguida é só pedir o link para o perfil do teu amigo que você está apoiando e clicar na seta para cima, você tem 5 votos para distribuir para quem você preferir.

Eu recebi um convite para me juntar a comunidade da Foundation.app e já estou dentro, se você gostou desse tutorial e quiser acompanhar o meu trabalho por lá, é só me seguir no perfil abaixo!

https://foundation.app/ricardotakamura

Lembre se que o twitter é uma ferramenta muito importante na divulgação do seu trabalho, então antes de qualquer coisa procure conhecer outros artistas e apoiar a comunidade por lá, se quiser me seguir no twitter é só ir no link abaixo:

https://twitter.com/ricardotakamura

No futuro quando você for transferir o dinheiro para o Metamask você vai precisar de uma conta em uma exchange de confiança, atualmente eu uso duas exchanges, a Binance e a Novadax, a Binance é uma das maiores exchanges do mundo e é ótima para administrar os meus ativos, e a Novadax tem taxas muito boas para você transferir o seu Ethereum para o Metamask, recomendo trabalhar com as duas, se você puder criar a conta através dos links abaixo, você vai estar me ajudando a trazer mais conteúdo deste tipo por aqui.

Clique aqui para abrir uma conta na Binance

Clique aqui para abrir uma conta na Novadax

Em breve vou fazer um post falando sobre como funcionam as vendas neste mercado.

Como fotografar tempestades

Já tem um tempo que eu compartilhei com vocês um artigo ensinando a fotografar rastros de estrelas sem sair de casa durante a quarentena.

Já não estamos mais em quarentena, mas a pandemia ainda não acabou e precisamos continuar nos cuidando e evitando sair de casa sempre que possível, então para ajudar vocês resolvi compartilhar algumas dicas de como fotografar tempestades durante a noite sem sair de casa.

A minha principal dica para a fotografia de tempestades é nunca se arrisque!

Monte o tripé e a câmera na sua janela, configure ela para fotografar de modo automático, seja usando o intervalômetro embutido da sua câmera, ou usando um intervalômetro externo.

Se a sua câmera não tem um intervalômetro, ou você está sem um tripé, na minha loja eu tenho alguns modelos de intervalômetros da Godox e tripés da Benro a venda. 

Aproveite que durante a pandemia estou dando uma mini consultoria para quem quer comprar um tripé para ajudar você a se decidir qual o tripé se adequa mais ao seu estilo de vida e fotografia. 

Clique aqui para dar uma conferida na minha loja.

 

Antes de começar, vamos falar sobre segurança?

Se você mora em um prédio, não confie no para-raio do seu prédio, ele foi projetado para proteger o prédio e não você, e não se arrisque ficando em uma sacada durante uma tempestade ou muito próximo da janela. 

O mesmo vale se você mora em uma casa, o para-raio de um prédio vizinho a tua casa não vai te proteger também.

 

Qual tempestade fotografar?

Como já disse anteriormente, procure fotografar uma tempestade que não esteja próxima a você, quanto mais perto, mais a composição vai ficar difícil, mais riscos de molhar a câmera e a própria água da chuva atrapalha a visibilidade. 

Além de todos os perigos que eu falei ali em cima.

Aqui infelizmente o pessoal que mora em prédio vai ter uma pequena vantagem, você precisa de uma janela em que você possa ver o horizonte para esse tipo de fotografia, e torcer para a tempestade passar por ela.

 

O que eu preciso?

  • Câmera e uma lente a sua escolha
  • Intervalômetro
  • Tripé 
  • Um pouco de sorte

Quais configurações eu uso?

Uma boa configuração para fotografar tempestades é ISO 200, abertura f/8.

Para o tempo e exposição, o ideal é usar 30 segundos sempre, e se a fotografia ficar clara demais você fecha um pouco mais a abertura ou abaixa o ISO até a composição ficar equilibrada.

Fotografar tempestades é uma mistura de técnica e sorte, e como você nunca vai saber quando um raio vai cair, precisamos configurar a câmera para que ela fotografe sem parar de forma automática, usando um intervalômetro. Assim você deixa a sua câmera fazer todo o trabalho e provavelmente você vai pegar um ou mais raios em algumas fotografias desta sequência.

Isso vai te ajudar a ficar seguro também, porque você pode configurar a câmera e se afastar da janela, lembre se de cuidar dela para que a chuva não molhe ela ou a sua casa toda!

 

Como configurar o intervalômetro da sua câmera?

Aqui no meu artigo sobre rastros de estrelas, eu ensino a configurar o intervalômetro embutido da Canon e da Nikon, se você ainda não leu este artigo e quer aprender a configurar o seu intervalômetro é só clicar aqui para dar uma conferida nele, e pular para “Como configurar o intervalômetro”, se você tiver um pouco de paciência e puder ler o artigo todo, você pode aprender a fotografar rastros de estrelas além de tempestades.

Importante: Lembre-se de desligar o redutor de ruído de longa exposição da sua câmera e o estabilizador de imagem da sua lente  (IS nas Canon, VR nas Nikon.)

E o foco?

Procure por uma luz bem distante e foque nela no foco automático, e em seguida alterne para o foco manual.

Pronto agora você pode começar a fotografar, antes de configurar o intervalômetro, faça algumas fotos teste para ver se a cidade não vai sair clara demais ou escura demais, e só depois disso acione o intervalômetro.

Lembre se de ficar longe da janela ou da sacada, deixe a sua câmera fotografando ali e tome cuidado para não deixar ela se molhar com a chuva, quando a chuva já está sobre a gente geralmente não é uma hora muito boa para se fazer este tipo de fotografia

Procure fotografar tempestades que estão longe de você!

Se você gostou desse artigo e quiser me ajudar a continuar produzindo materiais como estes, o QR code abaixo é a minha chave PIX, qualquer valor vai me ajudar bastante.

Curso online de fotografia de tempestades

Em breve devo lançar um mini curso online de fotografia de tempestades, onde vou falar mais sobre o processo criativo em torno deste tipo de fotografia, tipos de tempestades, segurança e as dificuldades para se fotografar tempestades.

Se você tiver interesse em saber um pouco mais sobre esse curso me acompanhe no instagram @ricardotakamura que vou lançar o curso nos meus stories.

    captcha

    Chuva de meteoros Gemínideas

    A chuva de meteoros Geminídeas é considerada uma das chuvas de meteoros mais bonitas e intensas do ano.

    Nos últimos anos ela tem se intensificado chegando a 120 a 160 meteoros por hora.

    Os meteoros das Geminídeas são lentos e com frequência costumam se dividir em dois ou mais pedaços enquanto caem.

    Se fala muito sobre a Perseídas por aqui, mas esta é uma chuva que costuma ser visível somente no hemisfério Norte.

    Enquanto a Geminídeas é visível por aqui, com a única desvantagem que ela acontece no nosso verão, então as chances de não conseguirmos ver a chuva porque o tempo vai estar nublado ou chuvoso são grandes!

    Como vai ser a chuva de 2020?

    Neste ano as condições para visualizar a chuva de meteoros Geminídeas são perfeitas!

    O pico da chuva que irá ocorrer nos dias 13 e 14 será bem na Lua nova. Dessa forma não teremos o brilho da Lua durante a noite toda atrapalhando a nossa visão dos meteoros no céu. 

    Logo, estamos todos aqui torcendo para termos uma noite com o céu limpo e sem nuvens nestas datas.

    Para onde olhar?

    A chuva de meteoros Geminídeas tem a sua radiante na constelação de Gêmeos.

    A radiante é um ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar, e o seu nome geralmente é associado a uma constelação próxima ao local da radiante no céu.

    Ou seja, para procurar a Geminídeas é só você procurar pela constelação de Gêmeos e acompanhar ela pelo céu ao longo da noite.

     

     

     


    Existem vários aplicativos para celular que podem te ajudar a encontrar as constelações e outros objetos interessantes no céu (Star Walk, Stellarium, dentre outros).

     

    Qual o melhor horário?

    A constelação de Gêmeos nasce no horizonte, próximo ao Leste, por volta das 22 horas e fica no céu até o amanhecer.

    De acordo com a localização aqui no Brasil que você estiver este horário irá mudar um pouco. 

    • Um jeito fácil de procurar é encontrar as famosas 3 Marias no céu, que fazem parte do cinturão de Orion, ele vai nascer próximo a elas.
    • O seu pico de intensidade vai acontecer na madrugada do dia 14. 

    Importante

    Muito cuidado nesta hora porque este geralmente é um ponto que gera muita confusão

    A chuva acontece na madrugada do dia 14, dessa forma você precisa se preparar para sair para fotografar ou observar a chuva na noite do dia 13.

    Os picos acontecem nas noites do dia 12 para o dia 13 e do dia 13 para o dia 14.

    Qual o melhor lugar?

    Primeiramente, procure se afastar das grandes cidades! 

    A Geminídeas não é uma chuva que fica baixa no horizonte, então não se preocupe em encontrar um local com o horizonte livre, basta você estar em um local com o céu bem escuro!

    Como fotografar?

    Fotografar meteoros não é uma tarefa fácil, e requer muita paciência, então prepare a sua câmera e um bom tripé e vá para um lugar bem afastado das grandes cidades.

    Se você tiver um intervalômetro, não deixe de levar, você vai precisar dele! 

    Muitos modelos de câmeras mais atuais tem o intervalômetro embutido já dentro dela e é acessível pelo menu.  

    Configure a sua câmera

    • Neste artigo onde eu falo sobre como fotografar rastros de estrelas sem sair de casa, eu ensino a usar o intervalômetro da Canon e da Nikon.

    Como fazer rastros de estrelas sem sair de casa.

    • Se a sua câmera não tem um intervalômetro embutido, ou você está sem um tripé, eu tenho alguns modelos de intervalômetros e tripés disponíveis aqui na minha loja.

    Intervalômetros e tripés

    • Uma lente clara ajuda muito, se for grande angular mais ainda, mas não se prenda a isso, se você tiver a lente do kit 18-55 que é bem clara (f/3.5) já é suficiente!
    • Configure a sua câmera com exposições de 30 segundos, abertura mais clara possível e o maior ISO que você tiver coragem de usar (1600 é um bom ponto de partida).

    Aponte para a constelação de Gêmeos

    • Procure pela radiante da chuva de meteoros Geminídeas e aponte a sua câmera para ela
    • Programe o intervalômetro para fotografar continuamente com no máximo 1 segundo de espera entre cada foto
    • Lembre se: quase todos os meteoros vão cair nestes 1 segundo entre uma foto e outra, então use o menor tempo possível!
    • Como não sabemos quando o meteoro irá cair, deixe a sua câmera fotogrando e aproveite para observar o céu. (dica: Se você tiver uma cadeira de praia, não deixe de levar!)
    • Lembre se que a constelação de Gêmeos irá mudar de posição no céu ao longo do tempo, e isso pode acontecer mais rápido do que você imagina, então reposicione a sua câmera de tempos em tempos.

    Não tem um intervalômetro? 

    • Com um pouco de paciência você pode fazer os disparos manualmente, leve a sua cadeira de praia, sente se do lado da câmera e vá disparando ela ao longo da noite.

    Muito importante

    • Provavelmente um ou mais meteoros vão cair para onde você não está apontando a sua câmera! 
    • Antes de tudo, nunca mude ela de posição!
    • Exatamente no momento que você mudar outro meteoro vai cair no local que você estava apontando antes. 
    • Se você ficar mudando a sua câmera de posição a noite toda, você não vai conseguir fotografar nenhum meteoro. 
    • Aponte para a radiante em Gêmeos e espere pelos meteoros!
    • Estamos em época de tempestades, então fique atento as tempestades que se aproximam.
    • Se você estiver em um local aberto e desprotegido, procure se abrigar antes da tempestade chegar em você, não se arrisque!

    Resumo

    Ativo do dia 4 de Dezembro até o dia 17 de Dezembro
     
    Pico: 13 e 14 de Dezembro
     
    Melhor horário: 02:00
     
    Localização: Radiante na constelação de Gêmeos
     
    Meteoros por hora: 150
     

    Vai viajar?

    Se você ainda não conhece o airbnb, vou deixar um link aqui embaixo onde você pode ganhar até R$  350,00 em créditos na sua primeira viagem por lá.

    O airbnb é um site especializado em aluguéis online, onde você pode viajar e se hospedar em casas e apartamentos com muita segurança, tanto buscando economia quanto experiências incríveis em lugares sensacionais. 

    Nos últimos anos eu tenho viajado quase que exclusivamente através deles, e tenho encontrado lugares sensacionais para ficar a um preço muito interessante

    É só você clicar no logo deles que você já tem acesso aos descontos e você também me ajuda com R$ 30,00 em créditos viagem.

    Como fotografar o cometa #NEOWISE (C/2020 F3)?

    As redes sociais estão sendo inundadas por imagens fantásticas do cometa NEOWISE que até esta semana estava visível somente no Hemisfério Norte, mas a partir desta semana ele começará a ficar visível para nós aqui no Hemisfério Sul.

    NEOWISE - C/2020 F3

    Viajando a 231,000 km/h, e com aproximadamente 5km de diâmetro, o cometa foi descoberto recentemente, em Março de 2020 pelo telescópio NEOWISE (Near-Earth Object Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, que batizou o cometa, por curiosidade, ele recebeu o seu nome oficial no dia 1º de Abril, então quem sabe não podemos esperar novas surpresas vindas dele?

    Ver essa foto no Instagram

    Needing an adventure? Want to learn how to photograph the night sky (including Neowise ☄️)? This weekend the instructors out number the class size! That’s right - We have more instructors than students! 🤯 This is your last chance to join @ryantoswald @missjessbess and the whole @photoroamers team in the Badlands of Utah! Talk about a wealth of knowledge and tons of 1 on 1 attention to fine tuning your craft! If i wasn’t teaching I’d sure as s*#t be signing up! Make some memories and join the clan! ——————— Neowise is about to move into the night sky just after sunset. This was taken just before sunrise yesterday morning. • • • “Run to a place that once felt so new. A memory, a feeling, a grandiose morning view. Navigate the lines that make up your map. These roads are the awakening from a midsummers nap. A slumber that’s pulled a veil over your sheen. Dulling the stars and all else between. Discover what’s new and cherish the old. Adventure’s a given, cut loose and behold”. -KRL- ☄️ —————- @sonyalpha A7r iii @sonyimages 70-200 2.8 @skywatcherusa Star Adventurer @slikusa tripod #TeamSlik #ShootSlik • • • #deepskycolors #staradventurer #nightscapes #nightphotography #airstream #thebest_capture #nightskape #ig_shotz #universetoday #longexpoelite #ourplanetdaily #nights_dreamworld #earthpix #nakedplanet #earth_shotz #awesomeearth #earthofficial #earthfocus #beautifuldestinations #visualsofearth #universe_dope #liveoutdoors⁠ #comet #neowise⁠ #bealpha #longexposure #cometneowise

    Uma publicação compartilhada por KRL Photo (@krl_photo) em

    Quando vai estar visível no hemisfério Sul?

    A partir desta terça-feira, dia 21 de Julho o cometa já estará em uma posição favorável para que possamos ver ele nas regiões mais ao Norte do Brasil, você poderá ver o cometa logo após o pôr do Sol, no sentido noroeste, bem próximo ao horizonte, então você vai precisar estar em um local com o horizonte livre em direção ao pôr do Sol para poder observar ele, chegue antes do pôr do Sol de preferência, olhe para o local em que o Sol se pôr e procure pelo cometa um pouco mais a direita.

    Para quem estiver observando, se você estiver na cidade um binóculos vai ser essencial para você encontrar o cometa, ele não aparecerá tão grande como nas fotografias que estamos vendo rodando pelo mundo, se você estiver em um local mais afastado, talvez você consiga ver ele a olho nú.

    Talvez porque um ponto muito importante é que o cometa está perdendo o brilho a cada dia que se passa, a cauda do cometa não indica a direção em que ele está se movendo, mas sim a ação do calor do Sol, que faz com que provoca a sublimação do núcleo de gelo, transformando ele em um gás, que é iluminado pela própria luz do Sol.

    Em algumas fotografias podemos ver uma segunda cauda,  a azul que é a principal é formada por gás e íons, ele tem uma divisão avermelhada na causa provocada por grandes quantidades de sódio que se desprendem do cometa, e a segunda cauda de cor dourada, a que mais vemos nas fotografias, são partículas de poeiras que se desprendem do cometa.

     

    Como a cada dia que se passa ele se afasta mais ainda do Sol, as perspectivas iniciais eram que ele estaria com um brilho muito baixo quando fosse possível observar ele aqui do hemisfério Sul, o que aconteceu, mas não muito, então estamos todos ansioso para poder fotografar ele por aqui, mas a cada dia que se passa ele perde mais e mais brilho, então precisamos correr para fotografar nos primeiros dias que ele estiver visível!

    Agenda resumida

    21 de Julho – Magnetude 4 – Visível no Norte do Brasil, próximo a constelação de Ursa Maior

    24 de Julho – Magnetude 5 – Visível no centro do Brasil, próximo a constelações de Ursa Maior

    26 de Julho – Magnetude 5 – Visível no resto do Brasil, próximo a constelações de Ursa Maior e Cães de Caça

    Fonte: Sky & Telescope

    O @ceuprofundo, postou no Instagram dele, a localização aparente por data do cometa e por região, é só rodar para o lado para ver as outras localizações.

    Como fotografar?

    Para fotografar o cometa NEOWISE, vamos precisar encontrar um local com o horizonte Oeste e Norte livre, um tripé bem estável, e uma câmera DSLR ou Mirrorless. Grande parte das fotografias feitas no hemisfério Norte, estão sendo feitas utilizando lentes entre 24mm a 100mm.

    Se você quer fotografar uma grande paisagem com cometa como parte da composição, use no uma lente entre 24mm e 35mm, e procure por lugares bem escuros e afastados das grandes cidades, nestas condições, o cometa tende a desaparecer na sua composição.

    Se você quer fotografar uma composição mais fechada, do cometa com algum assunto como uma pessoa ou uma árvore por exemplo, use uma lente entre 35mm a 100mm, eu vi relatos que com lentes acima de 100mm você não consegue enquadrar o cometa todo na sua composição.

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    When I See You Again \ 2020 Neowise Comet, Yosemite National Park \ In a little while the people of this world won't be able to see Me, but you will see Me. And because I live, you will live. John 14:19 #neowise #comet #onceinalifetime #lensbible #visualsoflife #dreamworldimages #landscapes #landscapephotography #ig_landscape #trappingtones #ig_masterpiece #ig_podium #splendid_earth #gramslayers #halfdome #exploretocreate #landscapephotography #roamtheplanet #jaw_dropping_shots #earth_escape #nights_dreamworld #night_captures #longexposure_shots #universetoday #longexpoelite #nightscaper #nightscapephotography #earthofficial #amazingphotohunter #yosemite #astrophotography

    Uma publicação compartilhada por Johnny Kim Photography (@johnnykimphotography) em


    Ver essa foto no Instagram

    COMET GIRL ☄️👩🏻 ”She pointed up to the sky and touched the comet igniting a spark that intwined with her soul and the soul she has created. A bond that is entangled for the rest of eternity and existence. And that very soul that grows, thrives and lives inside of her is Comet Girl!“ Quote by me dedicated to @miaona I really enjoyed creating this image and I had it planned for quite some time but originally the goal was with the milkyway but since we have this epic comet in the night sky I knew I had to do this and the timing was perfect. To my fiancé and the love of my life @miaona thankyou for being patient and posing so great for this shot. 🙏🤗👩🏻☄️❤️💋🍀 #neowise #cometneowise #neowisecomet #neowisec2020f3 #comet #kometneowise #komet #astrophotography #astrofotografia #astrofotografie #astrofoto #astronomy #nightsky #night #silohuette #milkyway #milkywayphotography #milkywaychasers #milkyway_nightscapes

    Uma publicação compartilhada por ʙᴇɴᴊᴀᴍɪɴ ʙᴀʀᴀᴋᴀᴛ (@benjaminbarakat) em

    Todos estes são relatos baseados em fotografias feitas no hemisfério Norte, quando o cometa estava com um brilho mais intenso, mas visualmente ele parece não ter perdido o brilho nas fotografias, muito pelo contrário, como ele se afasta do Sol, e a cada dia que se passa podemos ver ele em uma situação mais escura, as fotografias tem ficado mais incríveis a cada dia que se passa, mesmo com o cometa perdendo um pouco do seu brilho.

    Usando uma lente mais fechada vamos ter de tomar cuidado com o tempo de exposição, então vamos usar a regra dos 500 para definir o tempo de exposição máximo para que as estrelas não risquem o céu enquanto a Terra se move, é só você dividir 500 pela lente que você está usando, por exemplo se você estiver usando uma 100mm é só dividir 500 por 100 e o resultado que será 5, é o tempo máximo de exposição que você pode usar, 5 segundos.

    A abertura da lente precisa ser a máxima possível, quanto mais clara a lente, mais interessante a fotografia vai ficar.

    O ISO vai depender muito da situação, de como o céu vai estar no momento em que você estiver fotografando, se o céu estiver claro, use um ISO menor e talvez até um tempo de exposição menor, a medida que a noite chega, vá subindo o ISO e o tempo de exposição se você tiver abaixado ele, respeitando as regras dos 500.

    Alguns fotógrafos optam por fazer uma composição múltiplas, como nesta foto do Johnny Kim que fez uma composição com uma fotografia feita com uma lente 14mm, provavelmente durante a blue hour, e uma feita com uma 105mm no mesmo local quando o cometa apareceu no céu. Usem a criatividade!

     

    https://www.ricardotakamura.com.br/fotografia-noturna-fotografando-objetos-do-ceu-profundo-com-a-ajuda-do-deep-sky-stacker/Exif: Cometa f4 6sec iso800 105mm, paisagem f8 1/15sec iso200 14mm

    Provavelmente você vai ter muita dificuldade de encontrar o cometa, ele está bem pequeno no céu, não espere por um cometa cruzando todo o seu campo de visão como nas fotografias que vemos por aí, mesmo no hemisfério Norte o pessoal teve dificuldade de encontrar o cometa, e o brilho dele por lá estava mais forte, então um aplicativo que mostra a localização dele como o StarWalk ajuda muito. Se você estiver fotografando, procure fazer uma foto com o grande angular ou uma lente mais aberta, procure o cometa na foto que você fez na sua câmera e identifique a posição dele, foi assim que eu fotografei os últimos cometas que passaram por aqui e tinham um brilho muito reduzido.

    Atualização: O brilho do Neowise caiu muito e tem sido muito difícil de ver ele no céu por aqui, a olho nú é quase impossível ver ele, conseguimos em locais mais afastados e sem poluição luminosa observar ele como um ponto esfumaçado esverdeado, nas cidades mesmo com a ajuda de um binóculos não temos conseguido ver ele, e na fotografia mesmo usando uma 100mm ele tem aparecido como um ponto verde com a cauda esfumaçada, estamos conseguindo fotografar ele com um pouco mais de nitidez somente com a ajuda de empilhamento, vou colocar um link aqui embaixo onde eu ensino como fotografar e fazer um empilhamento no Deep Sky Stacker. A cada dia ele está mais alto no céu, mas a cada dia agora ele perde mais brilho, e a Lua crescente dificulta ainda mais na composição.

    https://www.ricardotakamura.com.br/fotografia-noturna-fotografando-objetos-do-ceu-profundo-com-a-ajuda-do-deep-sky-stacker/

    Nos stories do meu Instagram eu vou postar o dia a dia da nossa busca pelo Neowise, e as configurações de câmera que estiverem funcionando bem para mim! Usem a hashtag #ALUZOCULTA #NEOWISEBRASIL que eu vou compartilhar as suas fotografias nos meus stories também!

    www.instagram.com/ricardotakamura

    Ver essa foto no Instagram

    Atacama Desert

    Uma publicação compartilhada por Ricardo Takamura (@ricardotakamura) em

    Fotografando na pandemia?

    Tão importante quanto o assunto anterior, este é um assunto muito delicado, não é nada legal sair para fotografar neste momento, pois nos colocamos em risco e colocamos as pessoas que entramos em contato também, e não queremos incentivar ninguém a sair para fotografar durante a pandemia, ao mesmo tempo que estamos presenciando um evento único em nossas vidas e entendo que muitos vão acabar saindo para fotografar ou observar o cometa, então como podemos fazer isto com segurança, sem nos colocar em risco e principalmente sem colocar os moradores de pequenas cidades e comunidades em risco?

    Eu planejei uma série de fotografias que eu possa fazer de forma totalmente autônoma, em locais próximos a cidade em que eu moro, levando tudo que eu vou precisar de casa, incluindo as refeições. Procuro fotografar em locais afastados e sem entrar em contato com os moradores dos locais em que eu visitar. Saindo e retornando para casa na mesma noite sempre que possível, ajuda muito o fato do cometa estar visível somente no início da noite, eu consigo sair cedo de casa, fotografar e voltar para dormir em casa, e no dia seguinte pela manhã preparar as refeições que vou precisar levar e tudo mais.

    Então, se vocês forem sair para fotografar o NEOWISE, lembrem se de respeitar o distanciamento social, inclusive no seu próprio carro, não saia em grupos para fotografar ou ver o cometa, procure sair com as pessoas que moram com você! Usar máscaras sempre, e não entrar em contato com os moradores dos locais em que você for visitar. Uma opção seria alugar um chalé isolado, ou ficar em uma pousada com estruturas em forma de chalés autônomos, onde você não entra em contato com outros hóspedes do local e funcionários.

    Pesquise antes de sair, pequenas cidades e muitos monumentos e parques naturais estão fechados ou com barreiras sanitárias nas entradas, e mais uma vez, tente fotografar de perto da sua casa, não se coloque em risco e não exponha as pessoas do interior em risco, eles não tem o mesmo acesso aos hospitais e sistema de saúde que temos aqui nas cidades!

    Reducao de Ruido

    Como reduzir o ruído de uma imagem usando a técnica de empilhamento

    A alguns anos atrás eu investi em um drone Mavic Pro para um projeto pessoal, a idéia inicial era fazer uma série através de fotografias aéreas e acabei me decepcionando com a qualidade das imagens, senti muita falta de nitidez, falta de resolução e muito ruído, e por muito tempo eu usei o drone com um sistema de iluminação da Lume Cube para fazer light painting (você pode clicar aqui para ver como eu faço isto).

    Mas em uma das minhas viagens eu fiz uma foto sensacional com o drone, era uma aérea dos gêiseres Sol de La Manana na Bolívia, mas sempre que olhava para elas eu tinha a mesma sensação, apesar de não ter muito ruído, me faltava nitidez e resolução para imprimir ela em tamanhos muito grandes, e isto foi um grande problema para mim, no ano seguinte eu voltei para o mesmo local e os gêiseres estavam completamente mudados, sem a textura incrível do ano anterior e eu acabei me decepcionando um pouco.

    Como eu poderia voltar no tempo e recuperar aquela foto? Estudando, comecei a pesquisar através de inteligência artificial e encontrei algumas soluções interessantes mas não satisfatórias. E descobri que eu poderia fazer isto através da técnica de empilhamento de fotografias. E o mesmo vale para o ruído, eu consigo reduzir muito o ruído de uma fotografia empilhando 3 ou mais fotografias, uma técnica muito utilizada na astrofotografia e que podemos usar para melhorar as fotografias que fazemos durante o dia também.

    Em breve vou fazer um artigo sobre o empilhamento de fotografias para obter uma super resolução e coloco o link aqui para vocês!

    Esta é a fotografia do gêiser Sol de La Manana

    Como fazer?

    Neste artigo vou falar um pouco sobre como você pode reduzir o ruído de uma imagem usando a técnica de empilhamento, isto é muito útil quando usamos um drone que não tem uma resolução tão boa quanto as nossas câmeras, ou precisamos ganhar alcance dinâmico em fotografias com áreas muito claras e outras muito escuras e muitas sombras, sempre que tentamos clarear a fotografia, o ruído aparece na zona de sombra. Para obter um resultado interessante, você precisa fazer pelo menos 3 fotografias, quanto mais fotografias, você vai ter um resultado final melhor, e por sorte neste dia do Sol de La Manana, eu fiz 4 fotografias em sequência da mesma composição.

    Como eu estava usando um drone e estava ventando bastante, ele se moveu e as 3 fotografias não ficaram exatamente iguais, um outro ponto negativo deste local é que a fumaça dos gêiseres se moviam muito, e a sombra delas também, então apesar de ter citado esta fotografia, esta não é uma fotografia perfeita para este tipo de tratamento, quanto mais estática a sua imagem, melhor vai ser o resultado, se você tiver pessoas, carros, e qualquer coisa em movimento, o movimento irá acabar arruinado o seu resultado final, o mesmo vale para dias com muito vento, fumaça como nesta fotografia, água em movimento como em rios e mar, etc.

    Se você tiver usando uma câmera, o ideal seria que você use o tripé, assim o empilhamento vai ficar perfeito, mas não é necessário, se você fizer 3 fotos em sequência e tiver uma mão bem firme, você vai poder empilhar as imagens tranquilamente. A técnica de empilhamento se baseia na natureza aleatória do ruído, se você fizer 10 fotografias de um mesmo enquadramento com a câmera em um tripé, o ruído vai aparecer em um local diferente em cada uma destas fotografias, e quando você empilha estas imagens, você vai recuperando ela e cancelando o excesso de ruído.

     

    Passo a passo

    Primeiro, você precisa fazer uma sequência de fotografias, com a câmera preferencialmente em um tripé, ou um drone em uma condição bem estática, quanto menos vento melhor, de um cenário sem movimentos como já falamos antes, pessoas, carros, água, vento e qualquer movimento pode arruinar o resultado final gerando uma imagem bem confusa. Quanto mais fotografias você fizer é melhor, fiz alguns exemplos aqui para colocar para vocês com 3 e 4 fotografias, mas eu considero um mínimo de 5 fotografias um número bom para termos um resultado interessante.

     

     

    Edição no Lightroom

    Primeiro você precisa editar as suas fotografias do jeito que você gosta, como vamos recuperar o ruído, se você tiver muitas áreas de sombra você pode clarear como uma experiência para ver o quanto conseguimos recuperar na edição. Edite a primeira fotografia da sequência que você fez, e em seguida vamos selecionar toda a sequência ali na barra inferior do Lightroom e sincronizar a edição da primeira foto clicando em Sincronizar. Certifique que vamos sincronizar todas as informações antes de fazer isto.

    Importante: Não use a redução de ruído do Lightroom

    Agora vamos abrir estas imagens no Photoshop em camadas, para isto, ainda com as 3 fotos selecionadas no painel inferior, é só clicar com o botão direito na fotografia e selecionar “Editar em” e em seguida “Abrir como camadas no Photoshop”.


    Edição no Photoshop

    Eu vou usar esta foto do Atacama, que tem uma área grande de sombras como exemplo na edição do Photoshop.

    1 – Se você não usa o Lightroom ou não quiser abrir a sequência de fotografias no Photoshop diretamente por lá como no passo anterior, você pode salvar os seus arquivos em uma pasta e em seguida abrir o Photoshop e ir em “Arquivo – Scripts – Carregar arquivos na pilha”

    2 – Agora você vai ter as 3 imagens abertas em camadas ali no canto direito.

    3 – O passo seguinte é selecionar todas as imagens.

    4 – Agora vamos alinhar as imagens, se você fez esta sequência a partir de uma câmera em um tripé bem estável, você pode pular este passo, mas se você fotografou em um drone ou sem um tripé, este é um passo muito importante. Vamos em “Editar – Alinhar camadas automaticamente”

     

    5 – Desative as opções de Correção da Lente (Remoção de Vinheta e Distorção geométrica)

    6 – Em seguida recorte a imagem para eliminar as bordas sem informação, utilizando a ferramenta de Corte (c) ali no canto esquerdo.

    7 – Agora antes de empilhar as imagens, vamos converter as camadas em objetos inteligentes, para isto é só você ir em “Camadas – Objetos inteligentes – Converter em objetos inteligentes”. Lembre se que todas as camadas precisam estar selecionadas como fizemos ali em cima.

    8 – Finalmente vamos empilhar as camadas, vamos em “Camadas – Objetos inteligentes – Modo de pilha – Mediana”. Aqui o Photoshop vai sobrepor uma imagem a outra usando um valor mediano para definir cada Pixel, assim se tivermos 2 pixels com a imagem correta e um com ruído no mesmo local, ele vai considerar a informação do meio entre os 3 pixels e a tendência é que ele fique mais próximo da imagem real, por isto quanto mais imagens melhor vai ser o nosso resultado final.

    9 – O último passo vai ser rasterizar as imagens para eliminarmos as camadas, e assim o arquivo final ficar mais leve já que não vamos mais precisar de todas as camadas. Para isto é só clicar com o botão direito na camada ali na direita e em seguida “Rasterizar camada”

    Para este exemplo eu usei uma foto sem nenhuma edição para termos uma idéia melhor de todo o processo, mas é muito importante você editar a sua foto no Lightroom antes de fazer todo este processo. Não fiz nenhuma redução de ruído na edição do Lightroom, e eu recomendo fortemente que você pule esta etapa no início e se for necessário fazer a redução de ruído no final de todo este processo importando a fotografia final para o Lightroom ou fazendo a redução no próprio Photoshop.

    Aqui temos o resultado final, eu deixei a imagem mais clara aumentando o brilho na edição final no próprio Photoshop e fiz um recorte em um detalhe da imagem para termos uma idéia melhor da redução de ruído, a esquerda temos a imagem empilhada, e na direita a imagem original.

    Aqui temos mais alguns exemplos de testes que eu fiz por aqui, na Referência temos a imagem empilhada e no Ativo a original.

    Atacama – Mavic Pro

    Atacama – Mavic Pro

    Petar – Fuji XT3

    Nesta última imagem, eu fiz o empilhamento de 5 fotografias ao invés de 3 como nos outros testes que eu fiz, e tive um resultado muito melhor na redução de ruído.

    Petar – Fuji XT3

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    Workshop de fotografia noturna


    Se você gostou da dica, nós temos um workshop de fotografia noturna em um formato de imersão na fotografia, uma experiência incrível onde ficamos isolados durante um final de semana cercado de pessoas apaixonadas por fotografia em pousadas e casas selecionadas com muito cuidado, em locais com um céu e um visual sensacional. Infelizmente os workshops estão pausados neste ano até que as coisas melhorem por aqui mas esperamos voltar em breve, se vocês se interessarem e quiserem dar uma olhada na nossa agenda, é só clicar no link abaixo.

    Agenda

    How to make star trails without leaving your home during Coronavirus quarantine.

    What are star trails?

    Star trails are long-exposure photographs lasting several hours, in which stars streak across the sky as they move. Well, in fact, they are not moving, but we are moving along with the rotation of the Earth, creating a amazing visual effect into a long exposure photograph.

    Rastros de estrelas

    This photo was taken by photographer Bruno Nonogaki, and was taken in the last few days during the quarantine, he kindly authorized to post his photo here to inspire you! Bruno is a landscape and travel photographer, you can check his instagram by clicking on the link below:

     @brunononogaki

    To obtain this result, Bruno took 90 photos with 20 seconds each, in a total of half an hour shooting with a 16mm lens, aperture f/7.1 and ISO 200.

    How long can I do it?

    The longer you shoot, the bigger and more beautiful the traces of the stars will be, the ideal is to take a photo with at least half an hour of total exposure and the maximum is the limit of the night. But wait, if you do an hour or two of exposure, all the other lights besides the stars will burst, so how can we do it?

    We will take several photographs of 30 seconds, over half an hour, an hour, or more, and for this we will use an intervalometer, some cameras already come with a built-in intervalometer, inside it and you can access it through the menu. If you don’t have an intervalometer and your camera doesn’t have one either, and you have a lot of patience, you can do this manually, clicking at the end of every 30 seconds, I’ve seen some people do this and the result was great, but be very careful you cannot move the camera while doing this, any small movement can ruin your photograph.

    I will put down here the step by step of how you can configure the intervalometer of some Canon camera models, the latest releases of the brand have already come with a built-in intervalometer, and all Nikon models, with the exception of the D3X00 and D5X00 line.

    How to configure Canon's built-in intervalometer to make a Star Trail?

    1 – Access the Menu and then on the Camera tab, access the fourth submenu, and select the Interval Timer option, then press Set.

    2 – You will open the Interval Timer panel, there in the left corner below the screen, you will see the option INFO – Detail Set, Click on INFO to access this menu.

    3 – Now you will open the menu Adjust interval and shots, in Interval, you will adjust the interval between each photograph, I usually leave it in 3 seconds, a very short time can make your sensor overheat and a long time will leave the your star trails failed.

    Next let’s adjust the number of shots, I recommend leaving it at 00 – unlimited, so you can stop your camera anytime you want, after half an hour, an hour, etc.

    To finish, select OK.

    4 – Now just click on activate, and the next time you click to shoot, the intervalometer will be activated. To stop, just turn the camera off whenever you want.

    How do I set up Nikon's intervalometer to make a Star Trail?

    1 – Access the camera menu, and in the Camera tab, select Interval Timer Shooting, you will open the interval timer shooting menu.

    2 – This step you need to do only once, enter the option Choose start day/time, and then select the Now option.

    3 – You will return to the previous menu, this time select the Interval option.

    4 – Here you will configure the shot interval, the first block is hours, the second minutes and the third seconds. We will configure the interval in 33 seconds here. Be very careful, some models of Nikon cameras consider the interval between each click of the camera, so if you are doing a 30 second exposure, you need to put 33 seconds here, if you are doing a 15 seconds exposure, you need to put 18 seconds, do some tests before start to shooting.

    5 – Next, we will access the Intervals x shots/interval menu.

    6 – Here you will configure the number of shot, the first block is the number of shots. In Nikon cameras we do not have the option of infinity shot,  so I usually leave it at 9999 shots. The second block is how many photos your camera takes per shot, if it is set to 3, at each interval it will take 3 photos in a row, be careful, here you need to leave it at 1.

    All set, your camera will start automatically shooting from this point, if you want to stop, just turn off the camera.

    What I need?

    • Camera and lens of your choice
    • Intervalometer
    • Tripod
    • Lots of patience

    What configuration do I use?

    You can use f / 8, ISO 400 and 30 ”exposure time as a starting point. Try to use a wide open lens, a wide angle or the 18mm kit lens, so you can frame the environment around you and the stars without any problems. Make a test, if the photo comes out too dark or too light change the ISO until it is at a point you like.

    Very important: Remember to turn off your camera’s long exposure noise reduction.

    How to focus?

    Try to focus in a very distant light in autofocus, and then switch to manual focus. Now, your camera is already set up, and you can set the intervalometer to start your photo sequence to mount a Star Trail.

    Where to shoot?

    Do some tests until you find a frame that you like before turning on the intervalometer!

    If you want to see that circle of rotation of the stars in your photograph, you need to have a window with a view to the North if you are in the northern hemisphere, or with a view to the South in the southern hemisphere, so you can photograph the center of rotation of the Earth , but don’t get stuck in it, look for a frame that you like and a clean night, preferably without clouds and without moon, and shoot! Experiment with different windows, even the bathroom window in your apartment may be hiding a very interesting frame.

    How to assemble the Star Trail sequence?

    First let’s edit the photo sequence in Lightroom.

    In an hour, with 30 seconds of photography, we will have two photos per minute, that is 120 photos per hour. So we will have 120 photographs every hour.

    Edit the first photo the way you like it, I usually only work with sharpness, contrasts and white balance.

    Then select the entire sequence of photos you took and go to the Synchronize option, it will synchronize the edition you made for all other photos.

    Now after synchronizing your photo, still with all selected, export all of them at once to a folder of your choice, it is important to separate a folder for this edition so you don’t get lost.

    I don't know how to use Lightroom?

    If you don’t use Lightroom skip this step, try shooting in JPG to make it easier, and let’s go straight to the stacking process, then you edit the final photo in the editing software of your choice.

    Stacking your Star Trails

    Now we are going to stack the sequence using the program Startrail.exe which can be downloaded from the link below.

    https://www.startrails.de/

    This program is very easy to use, you don’t need to install it on your computer, you run it directly from the folder you unzipped it with.

    Opening the program, go to File – Open images and you select the entire sequence of photos you exported.

    Then just go to Build – Startrails, select the option “Lighten-Screen-Blend” and click on Ok, it will start to build your sequence automatically.

    Important: If any photo goes out of alignment, you need to exclude it from the sequence, just deselect it there on the left and start to mount again.

    Once it’s ready you go to Save Image, and you’re done! If you haven’t edited in Lightroom before, you can now open that final image and edit in your favorite editing software.

    Luminar

    I usualy use Luminar to do my fine editing, even having edited it on Lightroom before, if you don’t know this program yet, you can download a trial version from this link here:

    Download Luminar

    If you like it and decide to buy, I really appreciate it if you can buy through this link, it is an affiliate link, you help me to keep producing articles like this.

    For star trails, you can use it as a last step, after you have assembled the trails.

    Photographic expeditions - South America

    If you liked the tip, we organize photographic expeditions to South America and other places in the world. Our main language is Portuguese but we speak English and Spanish.

    Agenda

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    Backup de seus arquivos com o Dropbox

    A um tempo atrás eu falei sobre o Backblaze, que para mim é uma das melhores soluções de backup disponíveis no mercado, principalmente se tratando de custo benefício, você pode conferir esta matéria clicando aqui.

    Hoje vou falar um pouco do Dropbox, que eu uso a muitos anos e para mim seria a melhor solução de backup para nós fotógrafos se não fosse um pequeno problema, a sua limitação de 2TB no Dropbox Plus que é a versão paga mais barata do Dropbox e atualmente (em Abril de 2020) custa US$ 9,99 por mês e 3TB na versão Professional que custa US$ 16,58 por mês enquanto que o Backblaze não tem uma limitação no tamanho do seu backup.

     

    Então porque usar o Dropbox?

    Atualmente eu uso a versão paga de 2TB do Dropbox e o Backblaze, enquanto o Backblaze faz o backup de todos os arquivos do meu computador, o Dropbox faz o backup de uma única pasta, e claro, todas as sub-pastas ali dentro. 

    Para mim o Dropbox tem duas grandes vantagens, a primeira é que se você tem mais de um computador, ele vai sincronizar esta pasta com todos os teus computadores, por exemplo, se você tem um computador em casa, outro no trabalho e um notebook,  você pode colocar todos os arquivos e documentos importantes que você sempre usa ali naquela pasta dividido em sub-pastas, facilitando muito o seu fluxo de trabalho, você pode começar alguma coisa no seu trabalho, salvar na pasta e depois terminar em casa, este é um ponto muito interessante, principalmente se você costuma viajar muito como é o meu caso.

    Você pode acessar estes arquivos pelo seu celular também por um app bem intuitivo e fácil de usar, esta é a principal vantagem do Dropbox em relação ao Backblaze, lá você não tem controle de nada, ele simplesmente faz o backup de todo o seu computador e você só vai lembrar de acessar os arquivos quando você tiver um problema em alguma HD, não que não dê para baixar um arquivo em especial durante uma viagem por exemplo, mas é muito menos intuitivo e fácil de usar.

    Backup automático

     

    Você não precisa se preocupar com nada, o Dropbox faz o backup automático de uma pasta chamada My Dropbox sempre que você estiver online, eu costumo usar inclusive para transferir os arquivos entre os meus computadores, se você tiver dois computadores conectados em uma mesma rede, ele não chega nem a usar a internet, ele usa o modo Lan Sync e transfere os seus arquivos localmente, isso é bem bacana principalmente quando vamos transferir arquivos muito grandes, ele não sobrecarrega a sua Internet e também não gasta os deus dados.

     

    Trabalho em equipe e transferência de arquivos

     

    Eu gosto muito do Dropbox para trabalhar em equipe, eu consigo sincronizar uma pasta com o Dropbox de uma ou mais pessoas, assim todos tem acesso a esta pasta. É importante lembrar que todos precisam ter espaço o suficiente nas suas contas de Dropbox para fazer isso.

    Um outro ponto interessante é a transferência de arquivos, ele tem uma sub-pasta chamada Public, onde podemos colocar os arquivos que queremos transferir para clientes, fornecedores, ou qualquer outra pessoa. É só copiar estes arquivos para esta conta e depois compartilhar ele com quem você quiser. Para compartilhar é bem fácil, é só clicar com o botão direito no arquivo e selecionar copiar o link do Dropbox, e em seguida enviar para a pessoa com quem você quer compartilhar o arquivo.

     

    Versão gratuita - Basic

    Na versão gratuita, o Dropbox disponibiliza até 2Gb de espaço de Backup, mais uma vez eu recomendo contratar o Backblaze primeiro como a sua solução principal de backup, e em seguida começar a usar o Dropbox na sua versão gratuita para compartilhar arquivos entre os seus computadores e outras pessoas através da pasta Public. 

    Você pode aumentar este espaço indicando o Dropbox para alguns amigos por exemplo, a cada amigo que você indicar, você ganha 500MB de espaço, no total você pode ganhar até 16Gb de espaço, o que já é muito bom porque no total você vai ter 18GB, mas não adianta convidar amigos que nunca vão utilizar o Dropbox, ele precisa criar uma conta e usar com uma certa frequência senão você perde este espaço com o tempo. 

    Este é o meu link de indicação, se você for abrir uma conta no Dropbox e puder usar este link eu agradeço muito, você vai me ajudar a ganhar mais espaço por lá:

    Crie uma conta gratuita no Dropbox

     

    Versão paga - Plus e Professional

     

    Bom agora vou falar da versão paga que é a que eu uso, mas não recomendo a não ser que você tenha um fluxo de trabalho muito grande. Se você não tiver um fluxo de trabalho muito grande eu recomendo mais uma vez o Backblaze e o Dropbox Basic.

    A primeira grande vantagem da versão paga, além dos 2TB é claro, é o Smart Sync, se você tem pouco espaço na HD, você pode colocar uma pasta inteira na nuvem, e sempre que você precisar acessar algum arquivo desta pasta, o Dropbox vai baixar este arquivo da nuvem liberando espaço na sua HD.

    Eu consigo inclusive selecionar em que computadores uma pasta aparece e em que computadores ela não aparece, e como falei anteriormente, algumas pastas podem ficar somente online, e você acessa ela normalmente como se fosse uma pasta do computador.

    Outro ponto importante é que você consegue recuperar arquivos apagados em até 30 dias para trás, então se você apagou um arquivo porque achou que não ia precisar mais dele, você consegue recuperar ele até 30 dias depois, você consegue inclusive recuperar arquivos que foram sobrepostos como documentos por exemplo recuperando vários históricos de versões.

    Na versão Professional, você tem 3TB de backup, além disso as vantagens são poucas, a única coisa que eu achei interessante é que você pode colocar senhas nos arquivos compartilhados, o que é interessante se você está compartilhando dados confidenciail, mas nem tanto, porque você poderia colocar uma senha na hora de compactar o arquivo que você quer enviar.

    Existem ainda as versões Business que são para equipes, e tem mais espaço de armazenamento, 5TB ou como eles dizem, todo o espaço que você precisar, que custam US$ 12,50 e US$ 20,00 por mês, mas você precisa assinar no mínimo 5 contas para a sua equipe. Vale a pena para empresas grandes e que tem um fluxo muito grande de trabalho? Sim acredito que seja hoje uma das melhores opções deste tipo no mercado.